Com passagem grátis para estudantes no Enem, Governo reforça apoio a transporte de alunos

A decisão de liberar as passagens de ônibus gratuitamente nos domingos de Enem para quem tem Cartão do Estudante na Grande Ilha faz parte das iniciativas do Governo do Maranhão para facilitar e estimular o transporte dos alunos no Estado.
Neste domingo (5) e no próximo (12),  os alunos que realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não vão pagar passagem, desde que apresentem o Cartão do Estudante. A área de abrangência do benefício é a de domínio do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), situado nos quatro municípios situados na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar). A iniciativa é uma parceria com a prefeitura de São Luís.
“Domingo do Enem, ônibus será de graça para os estudantes. Basta apresentar o cartão de estudante. O Governo do Maranhão fará o pagamento. Boa prova”, disse o governador Flávio Dino.
Universitários
Entre outras medidas para estimular a presença dos jovens no estudo está o Cartão Transporte Universitário, voltado para quem percorre mais de 100 km (ida e volta) entre casa e universidade.
O Cartão Transporte Universitário paga em parcela única o valor de R$ 800, semestralmente. Mil estudantes começarão a receber em breve os cartões de transporte. Eles foram selecionados após se inscreverem no programa.
Para a secretária de Estado da Juventude, Tatiana Pereira, o Cartão Transporte Universitário é mais um exemplo do olhar do Governo do Maranhão voltado para as políticas públicas. “Ele reduz distâncias de acesso à educação. Muitos estudantes têm extrema dificuldade de deslocamento porque os custos são altos. O benefício aumentará a quantidade de pessoas que conseguirão concluir o curso”, diz.
Incentivo para estudar
“Antes de conseguir o auxílio, estava me preparando para abandonar o curso, já havia até avisado a família. Quando soube da oportunidade, pulei de alegria”, diz Keila Maria Almeida da Silva, estudante do quinto período de Serviço Social e moradora da zona rural de Buritirana.
Ela acrescenta que “os sacrifícios para conseguir manter o curso vão além dos valores de deslocamento. Além das muitas despesas, eu tenho que acordar antes das cinco da manhã, percorrer mais de duas horas para ir e duas horas pra voltar e abrir mão do almoço”.
Keila conta que o desafio para conseguir chegar à universidade onde estuda, em Imperatriz, começa com a necessidade de deslocamento para a sede do município nas primeiras horas da manhã.
Como não tinha dinheiro para pagar o ônibus intermunicipal direto para Imperatriz, me deslocava para a sede do município e de lá pegava carona ou pedia uma moto emprestada de um parente para conseguir chegar. Nem sempre conseguia ajuda para o deslocamento, por isso tinha decidido desistir do curso”, conta.

Ascom

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