Entenda porque 21 de Janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e Dia Mundial da Religião

Porque  dia nacional de combate à intolerância religiosa e o dia mundial da religião é comemorado anualmente em 21 de janeiro?

Essa data serve para alertar as pessoas sobre o problema da intolerância gerado pelo desrespeito às diversas crenças existentes no mundo.

Diante disso, essa comemoração é considerada um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa, pois além de alertar para a discriminação no âmbito religioso, propõe a igualdade para professar as diferentes religiões.

Dia nacional de combate à intolerância religiosa 

Vale lembrar que o preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, passíveis de punição previstas no Código Penal.

A data foi oficializada em 2007 através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, e a sua escolha feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador.

Esse foi o dia em que ela, vítima do crime de intolerância religiosa, faleceu com um infarto no ano 2000.

Isso aconteceu na sequência de agressões físicas e verbais, bem como de ataques à sua casa e ao seu terreiro quando Mãe Gilda foi acusada de charlatanismo por adeptos de outra religião.

Mãe Gilda tornou-se um símbolo do combate a esse tipo de intolerância, especialmente pelo fato de simbolizar religiões de matriz africana. Este grupo representa o maior número de vítimas de intolerância religiosa na atualidade.

Por esse motivo, como forma de combater a intolerância religiosa, surge um dia dedicado ao tema, cujos crimes aumentaram de forma substancial nos últimos anos no Brasil.

Dia Mundial da Religião

No mesmo dia 21 de janeiro é celebrado O Dia Mundial da Religião,  data, cujo objetivo é promover o respeito, a tolerância e o diálogo entre todas as diversas religiões existentes no mundo, que pregam como princípio a bondade, foi criada em dezembro de 1949, através de uma Assembleia Religiosa Nacional dos Baha’is, uma religião monoteísta fundada pelo líder Bahá’u’lláh, em meados do século XIX, na Pérsia.

A ideia é incentivar a convivência pacífica entre todas as diferentes ideologias religiosas e doutrinais, evitando a intolerância religiosa. Isso porque as questões religiosas sempre foram motivo para as piores guerras e conflitos que a humanidade já presenciou.

“tolerar é pouco”, pois Jesus nos manda “amar”, inclusive os inimigos: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam”(Lc 6,27). Os fiéis de outras Religiões são irmãos e irmãs e os membros de todas religiões são companheiros de caminhada na estrada da vida e da história humana: “somos chamados a respeitar, acolher, dialogar, numa palavra a assumir para com eles a atitude que tudo resume, enaltece e enobrece, somos chamados a Amar!”

O que fizemos em Codó?

A data passou sem nenhuma celebração ou ação positiva na  Cidade de Deus ou Terra da macumba, como preferirem classifica-la. Politica de Promoção da Igualdade Racial precisa voltar ser pra valer em Codó, e não apenas para constar no organograma da gestão do municipal, não podemos nos esconder na sombra da crise financeira nacional, com desculpas da falta de recursos para realização do mínimo que se pode fazer. Precisamos colocar em prática ações afirmativas transformadoras, e datas como esta poderia ser encarada como uma oportunidade de reflexão sobre a importância das religiões e de seu escopo tradicional para a formação da nossa sociedade,  trabalhando ainda mais a conscientização do nosso povo, que já não banaliza mais os casos de intolerância. “O preconceito, a discriminação, os diversos tipos de agressão não são mais tolerados como questões banais e corriqueiras no que diz respeito à intolerância religiosa, ao racismo e à discriminação”. São com ações concretas que o órgão gestor de Promoção da Igualdade Racial  ganhará a  credibilidade do publico a que se destina, no caso em questão, as diversas religiões professadas no município, entre elas as religiões de matriz africana.

Precisamos agir, precisamos mapear a intolerância no nosso município e isso só é possível  a partir das denúncias, sendo que para haver denuncias tem que haver  ampliação do debate, tem que haver conscientização da nossa população, a partir do ambiente em que vivemos , inclusive o ambiente escolar.

Aos que se sentirem ofendidos, informamos que não há nada de pessoal na nossa postagem, nem tão pouco em disputa, a nossa unica disputa é no campo das ideias!

“Um negro com vergonha de sua identidade é como uma lousa de escola particular brasileira: serve aos brancos, e mesmo sendo um quadro negro, omite-se através do verde”. Jota Junior (O Negro)

Fonte: A Voz da Negritude

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: O conteúdo está protegido !!