O caso dos paredões de som – Pressão desnecessária

Na vida é assim, existe o que é legal e o que é ilegal, o que a gente gosta e o que a gente não gosta, o que nos incomoda e o que não nos incomoda, o que é permissível e o que não é permitido.

A Policia Militar é responsável pela segurança da população e por impedir que crimes ocorram como forma de prevenção, fazendo o policiamento ostensivo. A Polícia Civil  atua depois que um crime ocorre, investigando, buscando esclarecer o que aconteceu. Ambas cumprem o papel de proteger o cidadão, tirar bandidos de circulação, reprimir os abusos, etc., tudo dentro da lei.

Só que no caso dos paredões de som, os seus proprietários, até que se prove o contrário, também são cidadãos de bem que tem seus direitos, e estes devem ser observados, garantidos e se necessário protegidos.

O município de Codó, se quer tem leis atualizadas que regulamentam essa questão, a exemplo do que aconteceu de forma ilegítima com a extinção das serestas de rua e da tentativa da proibição de venda de bebidas em garrafas em clubes de festa. O uso dos paredões de som automotivo poderá ser mais uma questão que cabe uma ampla discussão entre o poder publico e a sociedade civil, e que poderá ser resolvida harmonicamente, é só uma questão de bom senso.

Precisamos entender que assim como o cidadão não deve abusar a policia não pode tudo, creio eu, que cabe aos nossos ilustres vereadores uma intervenção legislativa no sentido de propor e aprovarem uma lei municipal que regulamente esta situação de uma vez por todas.

Assim como outras manifestações culturais e festivas, o som automotivo é uma questão de gosto, uma adaptação nova que caiu nas graças do povo e principalmente da juventude  que devemos respeitar, é lógico que eles também precisam respeitar os nossos direito e saber onde e como usar esses equipamentos sonoros.

Convenhamos, o que vale pra um, vale pra todos, será que vamos acabar com os trios elétricos que tem uma potencia sonora até 5 vezes maior do que um paredão de som e que na maioria das vezes é contratado com dinheiro público para atividades de rua em área residencial e que a policia ao invés de proibir protege com a anuência do estado? Volto a dizer o mesmo que disse à algum tempo atrás, é tudo uma questão de conveniência, e cada um deve cumprir o seu papel de forma moderada, sem se deixar influenciar e sem empolgação.

Precisamos de sossego, precisamos de lazer e entretenimento, precisamos de festa e de alegria, precisamos das forças de segurança e acima de tudo, precisamos nos respeitar convivendo em harmonia com a igualdade e com as diferenças.

Fonte: http://avozdanegritude.com.br/