Primeira UTI Materna do Maranhão conta com tecnologia avançada no monitoramento de pacientes

Primeira UTI Materna do Maranhão conta com tecnologia avançada no monitoramento de pacientes. (Foto: Julyane Galvão)

Tecnologia em prol da saúde. Inaugurada há menos de um mês pelo Governo do Estado, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) materna da Maternidade Marly Sarney, a primeira do estado voltada especificamente para o cuidado com as mães, é a única da rede pública do Maranhão a contar com um sistema de monitorização da situação clínica de cada paciente via celular. A nova tecnologia facilita o acompanhamento das pacientes na UTI materna pela equipe médica.
Desde a abertura, já foram registrados 30 atendimentos. A unidade atende pacientes obstétricas graves, tanto no período pré, como intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes, requerendo internação em regime de cuidados intensivos, com estrutura de ponta. A modernização da maternidade tem permitido melhor performance aos profissionais de saúde e ainda mais segurança às parturientes.
“Nós temos aqui o melhor maquinário de UTI da rede pública estadual. Aqui, nós conseguimos fazer o acompanhamento do paciente, por exemplo, por um sistema de monitorização em rede que permite ao profissional saber os sinais vitais e toda a hemodinâmica daquele paciente. É um investimento altíssimo e que permite uma melhor fiscalização e manejo do paciente”, explicou o chefe da UTI Materna da Marly Sarney, André Rossano.
De acordo com médico intensivista, Manoel Benício, a Unidade de Terapia Intensiva Materna marca uma nova era de cuidado e proteção às mães maranhenses. “Esse investimento é uma atitude para aplaudir de pé. Porque o que estamos acostumados a ver: toda atenção é dedicada ao feto, ao bebê. Mas a mãe precisa da mesma e, em alguns casos, de mais atenção até. E depois de dar a luz esse cuidado tem que continuar. Um lugar onde a mãe recebe todo o cuidado necessário”, comentou o médico.
A enfermeira Ivonete Silva Nogueira ressalta como melhorou o fluxo do trabalho das equipes. “É perceptível como o fluxo do nosso trabalho melhorou. Antes, era uma correria quando tinha um caso grave, uma corrida contra o tempo para conseguir um leito, para realizar a transferência e manter aquela mãe viva. Hoje, é só encaminhar para a Unidade de Terapia materna, onde a gente já tem a tranquilidade de que ela tem todos os parâmetros necessários para aquela paciente”, afirmou.
O corpo clínico da UTI Materna é formado por plantonistas, especialistas em terapia intensiva, e ginecologistas obstetras. Uma equipe de enfermagem especializada em Tratamento Intensivo e médicos das especialidades de cardiologia, anestesiologia, neurologia, infectologia, fisioterapia respiratória, psicologia, entre outros, também atuam na unidade.
Primeira UTI Materna do Maranhão conta com tecnologia avançada no monitoramento de pacientes. (Foto: Julyane Galvão)
“Para nós, como profissionais, é muito bom trabalhar em uma estrutura como essa, porque a gente vai acumular uma experiência, um conhecimento muito grande, justamente por conta desse ineditismo: é uma das poucas estruturas do país voltada somente para mãe. Poucos profissionais no país trabalham nesta área”, afirmou o médico Manoel Benício.
“A Unidade funciona com equipamentos novos e, ainda, com novos serviços considerados essenciais para o fortalecimento da área materno-infantil. Com o investimento do governador Flávio Dino, os equipamentos vão facilitar o diagnóstico médico e o acompanhamento do paciente”, frisou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula. A Unidade de Terapia Intensiva Materna da Marly atende pacientes integradas ao Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que assegura a transferência das gestações de alto risco para o Hospital e Maternidade Marly Sarney, unidade de referência.
Atenção integral
A técnica de enfermagem Maria do Nascimento Góes, que compõe a equipe de profissionais da UTI Materna, destaca o quão importante é a Maternidade Marly Sarney dispor desta estrutura. “Só a gente sabe o sofrimento que era – não só para elas, mas para nós, profissionais também, porque somos humanos e nos envolvemos – para transferir uma paciente em caso grave. Agora essa realidade mudou, elas têm essa assistência aqui. E mais que isso, elas têm o cuidado e o amor que cada um desses profissionais que atuam nessa seção de Terapia Intensiva tem pela profissão e por cuidar das vidas dessas pacientes”, disse.
Durante o feriado da Semana Santa, Elielma Viana da Silva e a mãe Antônia Viana viveram um grande susto, quando a filha entrou em trabalho de parto na cidade de Zé Doca e apresentou complicações em decorrência da pressão alterada. “Na situação em que ela chegou, eu desesperada como estava, vendo minha filha convulsionando e preocupada com os dois, porque não sabia o que estava acontecendo com minha neta. Quando a gente chegou, apesar do susto, eu fiquei logo mais tranquila, porque vi que minha filha estava recebendo a atenção que precisava”, comentou a avó da pequena Sofia Vitória.
As duas encontraram na Maternidade o suporte para a recuperação de Elielma e da bebê, que nasceu pouco antes da mãe entrar no oitavo mês de gestação. “Eu, particularmente, achei que o atendimento foi muito bom. A atenção que deram pra ela. O cuidado que tiveram para manter tanto minha filha quanto minha neta bem. É tudo o que a gente precisa em um momento difícil como o que a gente teve quando chegou”, contou a mãe de Elielma, que ainda se recupera em um dos leitos da maternidade. “Agora estamos só esperando ela melhorar mais, a bebê também receber alta, porque ela ainda está em acompanhamento por ter nascido antes da hora. Se Deus quiser, vamos voltar pra casa, com as duas bem”, completou Antônia.

ASCOM

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