Nota divulgada pela prefeitura não deixa claro o que de fato aconteceu no dia da morte de codoense grávida de gêmeos

A Prefeitura de Codó, através da Secretaria de Saúde divulgou nota nesta quinta feira (22), tentando explicar o que realmente aconteceu na noite desta terça-feira, em que mãe grávida morreu juntamente com seus bebês na parte interna do assombrado Hospital Geral Municipal – HGM. A nota destoa e longe do que relatam testemunhas e familiares de Ednalda Alves da Silva Cunha.

Mostrando a falta de maturidade, a equipe da Secretaria de Saúde tentou explicar, porém sem justificar o que de fato aconteceu. A nota publicada nesta quarta, nem mesmo foi assinada pela dona Aurilívia Carolinne Lima Barros -Sec. de Saúde, deixando a entender que possivelmente nem mesmo tenha lido o documento.

O que nos chama a atenção é o fato de Ednalda Alves ter ido ao HGM para tentar  realizar exames e uma consulta antes do parto na manhã da segunda-feira, ou seja um dia antes de morrer, pois a vítima estava com fortes contrações, mesmo assim, sabendo que a gravidez era de risco, principalmente pela idade da gestante, o médico que atendeu a paciente acabou mandando-a  para casa.

A família ainda não divulgou os nomes dos médicos de plantão no HGM nos dois dias ( segunda e terça-feira) e que realizaram os atendimento de Ednalda.

Não precisa ser doutor, para saber que pela idade, 42 anos, a gestante precisava de um acompanhamento especial e diga se de passagem, mais uma vez não houve.

É triste saber que para a nova gestão municipal, a vida do codoense esteja sendo banalizada e sem valor. Estão tratando o codoense como bichos. É desumano você precisar de um atendimento e ter que ficar em longas filas para ser atendido por um médico sobrecarregado de atendimentos e que em muitos casos precisa dar atenção aos que procuram a emergência, atenção aos internados e aos casos que necessitam de atenção especial. As reclamações perduram sobre o péssimo atendimento do HGM, há dias em que no HGM tem apenas dois médicos de plantão e quando um vai almoçar, temos que pedir a Deus que nada de grave aconteça.

A família da jovem morta, precisa de amparo no que tange aos direitos, principalmente a uma ação contra os responsáveis pela barbaridade. A contagem não é oficial, as acusações por casos de negligências são vários, acontece que a família é humilde e não tem sobrenome de peso e a imprensa marrom patrocinada pelo prefeito está escondendo detalhes.

Fonte: Blog do Bezerra

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