Marun declara voto em Bolsonaro por causa do programa semelhante ao que é desenvolvido por Temer

BRASÍLIA — Um dos maiores defensores do presidente Michel Temer , o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun , admitiu nesta segunda-feira, em uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, que não votou em Dilma Rousseff (PT) — que tinha Temer como vice — para a Presidência da República nem em 2010 e nem em 2014. Marun é filiado ao MDB, mesmo partido de Temer.

Na confissão, que arrancou risos dos presentes, o ministro disse ainda que votará em Bolsonaro neste segundo turno pois ele apresenta um programa mais próximo ao que vem sendo desenvolvido pelo governo Temer.

— Na Dilma, não votei — afirmou Marun.

— Mas o Temer era vice da Dilma — indagou uma jornalista que estava presente.

— Eu votei muito no presidente Temer para a presidência do PMDB, mas na eleição de 2014 minha posição foi pública e não votei na Dilma, nem no primeiro nem no segundo turno. Em 2010 também não. Aí quando eu cheguei aqui (em Brasília, como deputado federal) o presidente (Temer), que na época era vice, me chamou e disse: ‘Marun, não é que nós devemos apoiar o governo, nós somos o governo e mesmo sabendo da discidência de vocês eu quero você apoie o governo, seja governo’ — contou o ministro.

Marun afirmou que neste segundo turno não está fazendo campanha mas declarou que votará no candidato Jair Bolsonaro (PSL) para presidente. O ministro alegou que decidiu seu voto por ter mais “sinergia” com as colocações de Bolsonaro e porque ele apresenta uma pauta que tem mais afinidade com o atual governo. 

— Mesmo discordando de algumas situações em relação as palavras do candidato Bolsonaro, eu entendo que o meu pensamento encontra mais sinergia com as suas colocações. Em relação a valorização da família, em relação ao combate duro à violência, várias questões, vejo que ele apresenta também uma pauta que tem maior afinidade com o que foi a pauta do nosso governo. Não vou fazer campanha, não pleiteio nenhum espaço, mas recomendo aos amigos que me perguntam o voto no 17 — argumentou Marun.

Com informações do jornal O GLOBO

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