O escândalo envolvendo o deputado Francisco Nagib (PSB-MA) em um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Maranhão tem recebido pouca atenção nos meios de comunicação locais, especialmente nas emissoras FCTV e FCFM, pertencentes ao empresário Chiquinho FC.

O termo “rachadinha” tornou-se lamentavelmente familiar nos círculos políticos brasileiros, referindo-se à prática em que servidores públicos são coagidos a devolver parte de seus salários aos seus superiores. No caso em questão, alegações sugerem que o deputado Nagib teria montado um esquema deste tipo em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão, desviando recursos públicos para benefício próprio.

O silêncio da FCTV e da FCFM diante de uma situação tão grave levanta questionamentos sobre o papel que a TV e rádio do empresário Chiquinho FC desempenham na sociedade codoense. Enquanto muitos sites de notícias têm relatado o caso e pressionado por investigações, as duas emissoras estão sendo acusadas de tentar abafar o caso.

“Está muito claro que a estratégia da FCTV e da rádio é não tocar no assunto para que as pessoas que não têm acesso à internet não tomem conhecimento do caso. Isso é uma estratégia arriscada, pois coloca em xeque a credibilidade das duas emissoras”, comentou um internauta em uma rede social.

Escândalo da “rachadinha”

O Marco Silva Notícias recebeu várias denúncias de um esquema de “rachadinha” arquitetado pelo deputado Francisco Nagib, onde assessores supostamente eram obrigados a devolver parte de seus salários ao chefe de gabinete do parlamentar.

De acordo com um dos assessores de Nagib, o dinheiro desviado nesse esquema é utilizado para remunerar aliados políticos, blogueiros, jornalistas e financiar eventos promovidos pelo deputado no interior do Maranhão. Além disso, o deputado teria instruído todos os seus assessores a cancelarem seus planos de saúde, direcionando o valor – aproximadamente R$ 400 – também para o chefe de gabinete.

Até o momento, Francisco Nagib não se pronunciou sobre as graves denúncias feitas por ex-assessores.