03 – FATOS E PERSONAGENS QUE ENALTECEM A HISTÓRIA DE CODÓ

Continuamos relatando assuntos sobre o titulo acima.

  • REITORES CODOENSES. José de Ribamar Carvalho (Cônego) nascido no dia 06 de agosto de 1923. Dedicou às Letras e ao Magistério. Cursou jornalismo, mantendo uma coluna no jornal o “combate”, no qual foi redator (1954-1955). Sócio da Associação  Brasileira de Imprensa. Exerceu o Magistério em vários colégios no interior e na capital. Por todo este saber do ilustre mestre, assumiu a  Reitoria da Universidade do Maranhão nos anos 70. César Henrique Santos Pires, nasceu no dia 13 de outubro de 1956. Seus pais, Raimundo Pinheiro Pires e Maria de Lurdes Santos Pires (Falecidos). Uma das inteligências privilegiadas da terra codoense. Seus estudos iniciais ocorreram em Codó nos colégios João Ribeiro e Magalhães de Almeida. É medico veterinário, desenvolveu varias funções, como veterinário. Pro – Reitor de Graduação. Coordenador da Unidade Setorial de Educação da Secretaria do Estado da Educação – SEDUC. Finalmente, Reitor da UEMA – períodos 1995-1998 e 1999 a 2002.
  • O SURGIMENTO DA ASSOCIAÇÃOS DOS CRIADORES DO VALE DO ITAPECURU. Em meados da década de 60, um grupo de criadores formado pelos senhores: Reinaldo Zaidan, Moisés Reis, Valdomiro Guimarães (Milizinho), Iran Cardoso, Dr.Marcolino Júnior, Valdevino Viana dos Santos (Vavá) e outros, reunidos, fundaram a ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO VALE DO ITAPECURO (ACRIVI), ficando na oportunidade eleita a sua primeira diretoria assim composta: presidente – Dr.Marcolino Júnior, vice-presidente – Renaldo Zaidan, Secretário  – Valdomiro Guimarães (Milizinho) e tesoureiro – Iran Cardoso. Os seus primeiros passos contaram com decidido apoio do operoso gerente do Banco do Brasil – Walter Zaidan Gonçalves e do prefeito – René de Matos Bayma. Esta entidade surgiu, não só para organização da classe, mas principalmente, para os associados adquirirem os conhecimentos e técnicas necessárias e indispensáveis, á criação, manejo e trato dos rebanhos, até então, feita de maneira extensiva e, ainda manter regularmente o abastecimento de carne bovina para a população, naquela época muito escassa. Com o aparecimento da Associação, criadores de outros municípios do médio Itapecuru, assim como, adjacentes da jurisdição do Banco do Brasil, agência local, procuraram associar-se, aumentando assim, o número de participantes da agremiação. A sua primeira Exposição aconteceu em terreno ao lado do Clube Guarapary, na Avenida Augusto Teixeira. Logo a seguir, a sua diretoria conseguiu o terreno próprio  nas imediações do Fomento, onde hoje se encontra instalado o Parque de exposição que merecidamente, ostenta o nome de “Parque de Exposições Walter Zaidan”. Ressalta-se com certo orgulho que Codó foi o primeiro município maranhense a realizar sua 1ª Exposição.
  • CURSO GINASIAL EM CODÓ. (Curso inexistente nos dias atuais) A cidade de Codó demorou muito a ter o curso ginasial. Os estudantes concluíam o antigo primário e ficavam sem estudar, a não ser, filhos de pais com maiores posses, iam para São Luís ou Teresina prosseguir os seus estudos. Na verdade, esse fato não era exclusivo de Codó, pois muitas cidades maranhenses, eram desprovidas deste ciclo de ensino. Só por volta dos anos 50, o estudante codoense pôde estudar as quatro séries do ginásio, como se chamava naquela época. Para a felicidade dos codoenses, em geral, a dezoito de outubro de 1952,chegaram a Codó, a Professora Ariceya Moreira Lima, Presidente da então Campanha Nacional de Educandários Gratuitos (CNEG), Setor Estadual e o Dr. Orlando Araújo, médico conceituado no Estado, com o objetivo de instalarem a CNEG local, atualmente Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC e o Ginásio Codoense, hoje Centro Cenecista Codoense, fato relevante para a história educacional de Codó. Mantidos os contados com as lideranças da cidade, reuniram se no dia seguinte, 19 de outubro, no prédio da Unidade Escolar “Colares Moreira”, sob a presidência da Professora Ariceya Moreira Lima, os senhores: Waldemar Pinto da Veiga, Prefeito Municipal, Almerinda Bayma, Orientadora Educacional, Dr.Orlando Araújo, médico; Dr. José Anselmo dos Reis Freitas, médico; Dr. Amandino Texeira Nunes, Promotor público da Comarca: Coronel Sebastião Archer da Silva, industrial ; Nagib Buzar, Presidente da Associação Comercial; Talmir Quinzeiro, Suplente de Direito da Comarca, em exercício; Professoras: Maria Alice Machado, Carmem Palácio Lago, Nely Moraes, Elza Nascimento, Joana D’arc Carneiro, Ana Siqueira de Almeida, Clinaura Freitas, Raimunda Oliveira Passos, Maria Coelho Barbosa de Carvalho e Regina Saads Araújo; bancários Wagner Sousa Guimaraes, Walter Zaidan Gonçalves; comerciantes: Edson Araújo, Antônio José Murad, João Gomes de Oliveira e os contadores Deolindo Luiz Rodrigues e Raimundo Ribeiro Roland. Como se observa linhas atrás, foi o ato constitutivo, com as presenças elencadas para funcionamento deste ciclo de ensino em Codó.  Com observância na LBD da época, foram criados cursos de 2° grau. Quantos estudantes obtiveram seus Certificados e daí em diante, seguiram pelos caminhos férteis da Educação.
  • ASSOCIAÇÃO CULTURAL CODOENSE.”Antonio Almeida Oliveira”. A 1ª do gênero em Codó. Uma brilhante idéia do ícone da cultura codoense João Batista Machado (falecido). Transcreve-se alguns trechos da Fundação desta Entidade Cultural. “ Fundada em 14/11/1998, preenche uma grande lacuna no espaço da literatura e das artes em geral no universo codoense. Estatutariamente é dever precípuo da entidade propagar a cultura em todas as suas formas, como também resgatar valores codoenses relegados ao ostracismo. Valores literários inéditos, precisam e devem ser divulgados. Quem escreve necessita de ter os seus trabalhos publicados, não engavetados ou guardados em fundos de baús. O prêmio para o escritor é ver o seu trabalho divulgado, comentado, recebendo a análise da crítica”. “Sócios Fundadores: Adoaldo Fernandes Gomes, Antonio Leomagon de Alencar, Carlos Gomes da Silva, Carlos Magno Veiga Gonçalves, Dilma Holanda de Melo, Edillayne Rodrigues Lopes, Francisco Mendes de Sousa, Gilberto Irineu Muniz, Iramary de Jesus Martins Queiroz, Ivonete Mendes de Sousa, João Batista Machado, José Merval Xavier Cruz, Luís Carlos Antunes de Sousa, Luiza D’lly Alencar Oliveira, Maria de Fátima Gomes da Silva, Marluzi Serra Moreira, Reinaldo Araújo Zaidan, Rosalva Komora de Sousa, Wildelano José de Sousa Lima”.Reconhecida de Utilidade Publica, conforme Lei Municipal N°1191, de 18 de outubro de 200. Diz o seu Art.1° – Fica reconhecida de Utilidade Pública a Associação Cultural Codoense “Antônio Oliveira”, com sede e foro na cidade de Codó, Estado do Maranhão. Ricardo Antônio Archer prefeito municipal de Codó.
  • SINDICATO DOS ARRUMADORES DO COMÉRCIO E ARMAZENADOR DE CODÓ- Este Sindicato fundado no dia 11 de maio de 1958 por iniciativa de Marcelo Augusto Cruz, com outros companheiros da estiva fundou o Sindicato da classe. Na época de sua fundação, recebeu a denominação de Sindicato dos Arrumadores de Codó, presidido por Marcelo Augusto Cruz durante 20 anos. Os membros deste Sindicato (estivadores) trabalhavam uniformizados, inclusive, usavam um quepe, contendo o número do estivador. Diariamente tinham o trabalho certo, buscavam a bagagem de quem viajava no Trem ou de quem chegasse de viagem a Codó. No ano de sua fundação -1958, o então Presidente Marcelo Cruz participou de um Congresso da Federação da Classe, no Rio de Janeiro, com o apoio do Senador Sebastião  Archer da Silva e do Deputado Renato Archer. Naquela época a Capital Federal ainda era no Rio de Janeiro. Há decorridos 60 anos da fundação do primeiro Sindicato Classista em Codó-MA. 
  • ASSOCIAÇÃO COMERCIAL INDUSTRIAL E AGRÍCOLA DE CODÓ. Os escritos históricos assinalam que no ano de 1943 um grupo de empresários entre eles: Sebastião Archer da Silva, Nagib Buzar, Jamil dos Reis Duailibe Murad, Naby Salem e outros, criaram esta Associação, sob a denominação de Associação Comercial de Codó, sendo seu primeiro Presidente o empresário Nagib Buzar, assumindo o cargo em janeiro de 1944, estendendo-se o seu mandado até 1946. Vários empresários  assumiram também a direção desta importante Associação, entre eles: Leone Napoleão de Sousa, Naby Salem, José Merval Cruz, Adoaldo Gomes, Francisco Carlos de Oliveira e outros. É importante ressaltar que o prédio que abriga este importante órgão, foi construído pelo então prefeito Reinaldo Zaidan.
  • CINE SÃO LUÍS. Está localizado à Praça do antigo Cinema, como hoje se denomina. Tem-se notícia de que esta Casa Cinematográfica foi criada pelo empresário Jamil Murad, nos anos 50, depois adquirida pelo também empresário Nagib Buzar, cujo empreendimento funcionou de maneira efetiva até os anos 80. A partir de então, ficou somente uma saudade imorredoura aos adultos e a criançada, verdadeiros amantes da sétima arte. Continua o prédio resistindo as intempéries do tempo naquela Praça já nominada. É importante frisar que esse prédio foi construído pelo mestre de obras Quintino, informa-se também, que o filme exibido na sua inauguração, foi: “Sempre no Meu Coração”.
  • TERMINAL RODOVIÁRIO DE CODÓ. Demorou bastante tempo a cidade de Codó ter esse local de embarque e desembarque de passageiros. Durante 15 anos a Empresa de Ônibus Timbiras sediada em Fortaleza, de propriedade de Manoel Ferreira de Azevedo, fazia o trajeto Codó/Teresina e Teresina/Codó. O local de embarque no ônibus era na Rua Afonso Pena, onde hoje funciona a Loja Noroeste, sendo agente da Empresa, o Sr Aluizio Passos Souto. Em Teresina, descia-se do ônibus na Agência Volante do Sr Francisco Batista de Sousa, localizada na Praça Saraiva, isto porque, Teresina ainda não possuía sua Rodoviária. Na gestão do Prefeito Dr. José Anselmo 1974-1981, construiu o antigo Terminal Rodoviário, onde hoje funciona o Centro Cultural. O Terminal Rodoviário de Codó, foi construído em definitivo, pelo então Prefeito Ricardo Archer, localizado às margens da MA-026, cuja inauguração se deu no final do mandato do Prefeito, no ano de 2004. Em justa homenagem, o Terminal Rodoviário recebeu o nome de José Anselmo.
  • VEREADORAS CODOENSES. As primeiras mulheres eleitas à Câmara Municipal foram respectivamente: Carmen Palácio Lago e Maria José Costa Quinzeiro. A primeira, pela legenda do PMDB   para Legislatura 1966-1970, representou com muita dignidade e altruísmo a mulher codoense, além de reivindicar benefícios em prol da população. Não podia ser diferente, pois, filha do político importante José Raimundo Lago, Prefeito de Codó por dois mandatos 1932-1933 e 1937-1940. A segunda, eleita pelo PMDB, para o quadriênio 1973-1977. Por ser esposa de Talmir Quinzeiro, político de grande projeção do Município, exerceu o seu mandato com muito brilhantismo e, acima de tudo, contribuindo para o desenvolvimento de Codó e o bem-estar do povo. Entre  Projetos e Requerimentos destacam-se: Projeto de Lei Nº 13/73. Reconhece de utilidade pública, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Codó; Requerimento S/N – requerendo ao Diretor do DER-MA a restauração da estrada que parte do Km17 ao povoado Triangulo e Requerimento 20/75, requerendo ao Exmo. Ministro da Previdência Social, o que determina a Portaria n° 212 de maio do corrente ano, que disciplina a concessão do Amparo Previdenciário a maiores de 70 anos ou inválidos.

Tem mais…. Aguardem!!!

 

Codó-MA, dezembro de 2018  

Professor Carlos Gomes

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